Intolerância à Lactose

a imagem mosta a pessoa segurando um copo de leite e a legenda diz intolerânica a lactose

Compartilhe este post

A intolerância à lactose ou hipolactasia é uma condição na qual o corpo tem dificuldade em digerir a lactose, que é o açúcar encontrado no leite e em produtos lácteos. Isso ocorre devido à deficiência ou ausência da enzima lactase, que é responsável por quebrar a lactose em componentes mais simples que podem ser absorvidos pelo intestino delgado.

 

Existem três tipos principais de Hipolactasia:

Intolerância primária à lactose: Esta é a forma mais comum de intolerância à lactose e ocorre quando a produção de lactase diminui naturalmente com a idade. A maioria das pessoas com intolerância primária à lactose desenvolve sintomas na adolescência ou idade adulta.

 

Intolerância secundária à lactose: Esta versão da hipolactasia ocorre como resultado de danos ao revestimento do intestino delgado devido a condições médicas, como infecções gastrointestinais, doença celíaca, doença inflamatória intestinal ou cirurgia abdominal.

 

Intolerância congênita à lactose: Esta é uma forma rara de intolerância à lactose que ocorre desde o nascimento devido à ausência completa da enzima lactase. É uma condição genética herdada dos pais.

 

Quais são os sintomas da hipolactasia?

Os sintomas  podem variar de pessoa para pessoa e dependem da quantidade de lactose consumida e da capacidade do corpo de digeri-la. Aqui estão alguns dos sintomas mais comuns:

 

  1. Dor abdominal: A dor abdominal é um sintoma comum e pode variar de leve a intensa, muitas vezes ocorrendo após a ingestão de alimentos ou bebidas que contenham lactose.

 

  1. Inchaço e gases: O inchaço abdominal e a produção excessiva de gases são sintomas frequentes da hipolactasia. Isso ocorre porque a lactose não digerida é fermentada por bactérias no intestino, resultando na produção de gases.

 

  1. Diarreia: A diarreia é outro sintoma comum e pode ser acompanhada de fezes aquosas e urgentes. Isso ocorre devido à presença de lactose não digerida no intestino, que atrai água para o intestino grosso.

 

  1. Náuseas: Algumas pessoas com intolerância à lactose podem experimentar náuseas após consumir alimentos ou bebidas lácteas.

 

  1. Desconforto abdominal: Pode haver uma sensação de desconforto geral ou sensação de plenitude abdominal após a ingestão de lactose.

 

  1. Flatulência: A produção excessiva de gases pode levar a flatulência, que é um sintoma comum da condição.

 

É importante observar que os sintomas da intolerância à lactose podem se desenvolver dentro de 30 minutos a 2 horas após a ingestão de produtos lácteos ou alimentos que contenham lactose. A gravidade dos sintomas pode variar de acordo com a quantidade de lactose consumida e a tolerância individual de cada pessoa.

 

Quem pode sofrer da Hipolactasia?

A condição pode afetar pessoas de todas as idades, mas é mais comum em determinados grupos populacionais. Aqui estão algumas categorias de pessoas que podem ser mais propensas a desenvolver intolerância à lactose:

 

Adultos: A intolerância à lactose é mais comum em adultos do que em crianças. Isso ocorre porque a produção da enzima lactase, que é responsável por digerir a lactose, tende a diminuir com a idade. A maioria dos casos de intolerância à lactose em adultos é conhecida como intolerância primária à lactose.

 

Pessoas de ascendência africana, asiática, hispânica ou indígena: A intolerância à lactose é mais comum em pessoas de ascendência africana, asiática, hispânica ou indígena do que em pessoas de ascendência europeia. Isso pode ser devido a diferenças genéticas na produção de lactase.

 

Pessoas com histórico familiar de intolerância à lactose: A intolerância à lactose pode ocorrer em famílias e pode ter uma base genética. Se um ou ambos os pais têm intolerância à lactose, seus filhos têm maior probabilidade de desenvolver a condição.

 

Pessoas com condições médicas que afetam o intestino delgado: Certas condições médicas, como doença celíaca, doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino irritável e gastroenterite, podem danificar o revestimento do intestino delgado, interferindo na produção de lactase e aumentando o risco de intolerância à lactose secundária.

 

Pessoas que passaram por cirurgia abdominal: Cirurgias abdominais, como cirurgia para remover parte do intestino delgado, podem aumentar o risco de intolerância à lactose, especialmente se uma parte significativa do intestino delgado responsável pela produção de lactase for removida.

 

É importante ressaltar que a Hipolactasia varia de pessoa para pessoa e nem todas as pessoas em risco desenvolverão a condição. Além disso, mesmo que alguém seja intolerante à lactose, a gravidade dos sintomas pode variar, e algumas pessoas podem tolerar pequenas quantidades de lactose sem experimentar desconforto significativo.

 

É possível desenvolver Hipolactasia com o tempo?

Sim, é possível desenvolver a hipolactasia com o passar do tempo, especialmente à medida que envelhecemos. Isso é conhecido como intolerância primária à lactose e é a forma mais comum de hipolactasia.

 

Normalmente, a produção da enzima lactase, que é responsável por digerir a lactose, diminui naturalmente com a idade. A lactase é produzida no intestino delgado e é essencial para quebrar a lactose em componentes mais simples que podem ser absorvidos pelo organismo. À medida que a produção de lactase diminui, a capacidade do corpo de digerir a lactose também diminui, o que pode levar ao desenvolvimento de sintomas de intolerância à lactose.

 

Embora a hipolactasia seja mais comum em adultos, também pode ocorrer em crianças e adolescentes, especialmente se houver fatores genéticos envolvidos. Em algumas pessoas, a produção de lactase pode diminuir mais rapidamente do que em outras, resultando em intolerância à lactose em uma idade mais jovem.

 

Além do envelhecimento, outros fatores que podem aumentar o risco de desenvolver hipolactasia com o passar do tempo incluem condições médicas que afetam o intestino delgado, como doença celíaca, doença inflamatória intestinal ou cirurgias abdominais.

 

Como é feito o tratamento?

O tratamento da hipolactasia geralmente envolve medidas para reduzir ou evitar a ingestão de lactose, bem como o alívio dos sintomas quando eles ocorrem. Aqui estão algumas estratégias comuns de tratamento:

 

Evitar alimentos e bebidas com lactose: A maneira mais direta de controlar os sintomas da intolerância à lactose é evitar alimentos e bebidas que contenham lactose. Isso inclui produtos lácteos como leite, queijo, iogurte, sorvete e alguns produtos processados que contenham leite ou derivados de leite.

 

Substitutos sem lactose: Existem muitos produtos lácteos disponíveis no mercado que são rotulados como “sem lactose” ou “baixo teor de lactose”. Esses produtos são tratados para remover ou reduzir a lactose e podem ser uma alternativa útil para pessoas com intolerância à lactose.

 

Suplementos de lactase: Suplementos de lactase estão disponíveis sem receita médica e podem ser tomados antes das refeições ou lanches que contenham lactose. A lactase suplementar pode ajudar a digerir a lactose e reduzir os sintomas de intolerância à lactose.

 

Leite com baixo teor de lactose: Alguns tipos de leite, como leite semidesnatado ou leite orgânico, podem ter um teor de lactose ligeiramente menor do que o leite integral. Algumas pessoas que sofrem de hipolactasia podem tolerar esses tipos de leite em pequenas quantidades.

 

Experimentar produtos lácteos fermentados: Alimentos fermentados como iogurte e queijo podem ser mais fáceis de tolerar para algumas pessoas que sofrem com a condição, pois o processo de fermentação reduz o teor de lactose.

 

Monitoramento dos sintomas: Manter um registro dos alimentos consumidos e dos sintomas experimentados pode ajudar a identificar quais alimentos ou bebidas desencadeiam os sintomas de intolerância à lactose e a ajustar a dieta conforme necessário.

 

a imagem mostra uma jovem médica avaliando a capacidade cognitiva d eum snehor com Alzheimer
Blog

Alzheimer

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta o cérebro, causando deterioração gradual das funções cognitivas, memória, pensamento e comportamento. É a forma mais