Clínica Yasmim – Ginecologia

A ginecologia é uma das especialidades que exigem do profissional um relacionamento próximo, honesto e duradouro com a paciente. O ginecologista deverá acompanhar o desenvolvimento da mulher durante toda sua vida adulta. Por isso, é importante escolher um profissional e visitá-lo periodicamente para garantir o cuidado com a saúde e o diagnóstico. 

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Estatísticas revelam que cerca 20% das mulheres brasileiras não vão ao ginecologista com a frequência recomendada. Nesse texto você encontra as respostas para as principais dúvidas relacionadas à ginecologia.

Qual é a diferença entre ginecologista e obstetra?

Para muitas pessoas, pode parecer que ambos desempenham a mesma função, tal pensamento é normal, já que são especialidades “irmãs”. No Brasil, os ginecologistas podem, também, atuar como obstetras. Acompanhando a gravidez com exames pré-natais, e participando do parto.

O médico ginecologista é o especialista que cuida da saúde do sistema reprodutor feminino desde a infância até o período após a menopausa, podendo ser considerado um clínico geral feminino. Para se tornar um ginecologista é necessário realizar a faculdade de medicina com duração de 6 anos, se especializar em ginecologia e obstetrícia, com duração de 3 anos e ser aprovado no TEGO (Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia). Durante a residência médica, o residente acaba obtendo a capacitação profissional tanto para atuar na área da ginecologia, como também na área da obstetrícia. Por isso, no Brasil, a maioria dos especialistas desempenham ambas as funções.

Já o médico obstetra é o especialista que cuida da gestação, parto e puerpério, em todos os âmbitos, sejam eles fisiológicos ou patológicos. A gestante deverá realizar todos os exames gestacionais e o acompanhamento pré-natal com o médico obstetra, tornando assim possível a identificação de prováveis complicações tanto na saúde dela quanto na saúde do bebê. O obstetra também será o responsável pelo parto e deverá acompanhar a recuperação da paciente ao longo do puerpério.

Afinal, quando deve ser feita a primeira visita ao médico ginecologista? 

A recomendação é que a primeira consulta seja feita após a menarca (primeira menstruação) que geralmente ocorre entre os 9 e os 15 anos de idade. Deixando de lado todas as crenças de que a consulta só deve acontecer após a primeira relação sexual ou após sentir algum desconforto.

O que é avaliado na consulta? 

A consulta de rotina inclui, principalmente, a conversa, onde são abordados aspectos em relação à saúde da paciente, como doenças pré-existentes, histórico familiar, alergias, incômodos durante a relação sexual, planejamento familiar, maternidade, sexualidade e métodos contraceptivos, é importante reforçar que a paciente deve perguntar tudo, inclusive o que parecer “desnecessário” ou “embaraçoso” na visão dela. 

É importante ressaltar que os exames preventivos para as mulheres são fundamentais para detectar doenças graves como o câncer do colo de útero e o câncer de mama. Assim, principalmente a partir dos 40 anos, a mulher deve fazer anualmente a mamografia e acompanhar os resultados com o ginecologista. Caso necessário, será feita a coleta do exame preventivo de câncer do colo do útero (exame de Papanicolau), já o ultrassom transvaginal é um exame de imagem não invasivo, capaz de avaliar o canal vaginal, colo do útero, útero, trompas de falópio e os ovários da mulher.

Como ocorre o ultrassom transvaginal?

Para que o exame de ultrassom transvaginal seja realizado, a paciente deverá ficar em posição ginecológica, deitada em uma maca com as pernas afastadas e o joelho levemente dobrado.

O ginecologista irá inserir um transdutor com preservativo e lubrificante no canal vaginal, para que a passagem do equipamento seja facilitada, o mesmo deverá permanecer de 10 a 15 minutos no canal, podendo se mover para resultar em melhores imagens. Durante esse tempo, o instrumento emitirá ondas sonoras de alta frequência e possibilitará a formação das imagens nas estruturas pélvicas. As imagens serão diretamente enviadas para um monitor onde serão avaliadas pelo profissional.

Como é feito o exame Papanicolau?

O exame Papanicolau é simples e rápido, nele células do colo do útero são colhidas para análise em laboratório, e seu principal objetivo é prevenir o câncer de colo de útero. Durante a coleta, a mulher se deita na posição ginecológica, com as pernas elevadas e apoiadas por um suporte, enquanto o ginecologista abre caminho com a ajuda de um espéculo (instrumento com o qual o médico é capaz de enxergar, e examinar, o interior da cavidade da paciente, cuja forma dificulte essa abordagem direta). Depois, as células são extraídas do colo do útero e da parede vaginal com uma espátula e uma cerda pelo médico, enquanto a coleta ocorre, é normal que a paciente sinta um leve incômodo. Após a coleta, o material é enviado para ser analisado em um laboratório. De acordo com o Ministério da Saúde, as duas primeiras coletas devem ocorrer anualmente e, se não houver alteração, as próximas provas são feitas de três em três em anos. 

A vacina do HPV previne o câncer do colo do útero?

É importante reforçar que é possível sim prevenir o câncer do colo do útero através da vacinação. HPV é a sigla em inglês para papilomavírus humano. Os HPV são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, desses mais de 150, cerca de 40 tipos podem infectar o trato ano-genital. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a infecção pelo HPV é muito frequente, mas transitória, regredido espontaneamente na maioria das vezes. Na minoria dos casos em que persiste a infecção ela é especialmente causada por um tipo viral oncogênico (que potencialmente virá a se tornar um câncer), lesões precursoras podem acabar se desenvolvendo e, se não forem identificadas e tratadas, podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

Como ocorre a transmissão do vírus?

A transmissão do vírus ocorre devido ao contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma de transmissão é durante a relação sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. A transmissão também pode acontecer durante o parto.

Quais são os tratamentos disponíveis para o câncer do colo do útero?

Em estágios iniciais, a chance de cura do Câncer de colo do útero é de 95%. Quanto ao tratamento, ele irá depender do estágio da doença, as possibilidades incluem cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

A Clínica Yasmim conta com serviços de saúde ginecológica, entre em contato pelo telefone (62) 3311-1415 e agende a sua consulta.

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